Final Fantasy XIII: Seis jovens lutando contra um destino:destruir o mundo onde vivem

Prelúdio

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Nunca um game da série FF despertou tanta controvérsia antes.FFXIII surpreendeu a todos os jogadores em 2010 ao oferecer uma experiência que o distanciou ainda mais dos primórdios da série,algo tão intenso que apenas suas subsequências teriam permissão pra tamanha ousadia.Com seu papel de sempre se reinventar FFXIII é o título principal mais ousado e polêmico de todos os tempos,capaz de abandonar convenções e oferecer uma experiência diferente de qualquer outra do gênero,tão diferente que até mesmo poderia ser considerado um novo jogo ou gênero,capaz de transcender o estilo ao qual pertence. Em tempos onde a palavra linear se tornou um defeito graças a seus imensos jogos sandbox que oferecem mundos imensos pra se fazer o que quiser, FFXIII(e muitos títulos lineares como ele) sofrem repúdio, sendo ignorados pela mídia e seu padrões e valores engessados que tentam determinar o que é ou não um RPG(ou jogo de outro tipo) de verdade e o que é ou não um FF de verdade.Aqueles que não o seguem são criticados duramente as vezes sem sentido ou muita coerência,sem tentar analisar as intenções de seus autores. Como sou aberto as mudanças inovações e novas formas de se jogar fui muito mais receptivo e entendi as idéias de seus idealizares então vamos olhar mais profundamente aquilo que considero como a experiência cinematográfica definitiva dos JRPGs

Fabula Nova Crystallis

História e Mito

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O universo da Fabula Nova Crystallis é dividido em dois – o mundo visível e o mundo invisível, o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. No início um único Deus, chamado Bunivelze, derrotou a sua mãe, a deusa Muin, para assumir o controle do mundo para si mesmo, e a derrotada deusa Muin desapareceu no mundo invisível.

Tornando-se o único governante do mundo não satisfez Bunivelze, que estava certo de que o mundo estava destinado a morrer devido a uma maldição lançada por sua mãe, Muin. A fim de acabar com isso, Bunivelze sabia que tinha que destruí-la. Mas porque Muin tinha ido para o mundo invisível, ela não poderia mais ser alcançada. A fim de encontrar a porta para o mundo invisível, Bunivelze criou os três primeiros fal’Cie, e o primeiro fal’Cie foi o fal’Cie de Pulse. O dever que caiu sobre ele foi abrir o mundo e procurar a porta para Muin.

Em seguida, ele criou a fal’Cie Etro, mas sem pensar, criou Etro à imagem de Muin. Bunivelze a temia e não lhe deu nenhum poder. Como alternativa, ele criou o fal’Cie Lindzei, o dever que caiu sobre ele foi de proteger Bunivelze de todos os que poderiam tentar destruí-lo. Buniverlze também deu a Lindzei um dever especial: para acordá-lo quando chegasse a hora. Bunivelze então se transformou em um cristal, e caiu em um sono sem fim.

Pulse desejava expandir o mundo, então criou muitos fal’Cie e l’Cie. Lindzei quis proteger o mundo, então ele também criou muitos fal’Cie e l’Cie. Mas Etro sozinha era impotente e não podia criar nada por conta própria. Etro, assim, rasgou o seu corpo, deixando seu fluxo sanguíneo fluir pela terra e desapareceu do mundo visível. A partir desse sangue, rasgado de seu corpo, surgiu a humanidade. Criaturas que nascem só para morrer.

A destruição do mundo visível não era uma maldição, era apenas o destino, e se o equilíbrio entre os mundos visível e invisível fossem destruídos, o próprio universo entraria em colapso. A deusa Muin não podia fazer nada para acabar com este destino, ela estava sendo consumida pelo caos do mundo invisível, mas pouco antes de sua última hora, Etro passou para seu lado.

Muin disse a Etro que ela devia proteger o equilíbrio do mundo, antes de desaparecer no caos para sempre. Mas Etro não entendeu o significado por trás das palavras de Muin. Ela estava sozinha, mas sentia afeição com os humanos que vivem apenas para morrer. Conforme eles morriam, Etro sorria, e deu-lhes o Caos, e os seres humanos nomearam esse Caos de “coração”, mantendo-o dentro deles. Seus corações se tornariam o seu poder, mas os humanos ainda não sabem disso.

Humanos viriam a chamar Pulse de governante todo-poderoso. Á Lindzei deram o nome de protetor. E à Etro deram o nome de “morte”. E como os seres humanos mantinham o caos tão perto, o mundo mais uma vez estava em equilíbrio.

E Bunivelze continua dormindo como um cristal. Até o fim da eternidade.

Falcies: deuses do mundo do jogo, que oferecem vida e tecnologia a população. Cada Fal”cie é responsável por uma função dentro do universo tal qual na mitologia grega.

l”Cies: escravos dos fal”Cie. O portador da marca possui um objetivo(chamado Focus) que não se sabe direito qual ,é visto através de imagens desconexas. Cumprindo eles se tornam cristais ganhando a eternidade, porém imóveis. Se falharem se tornam monstros sem vida chamados Cieths vagando eternamente num sofrimento eterno.

Cristais: são os responsáveis por gerar vida e tecnologia ao mundo. Os fal”Cie parecem um misto de humanóides e máquinas incluindo os Eidolons que se tornam veículos pilotados pelos l’Cies

Coccon: o paraíso onde a humanidade vive. Uma gigantesca esfera nos céus de Gran Pulser. São os fal”Cie que cuidam da humanidade, delegando tarefas ao Sanctum o governante do mundo dando lhes alimento e tecnologia pra viver.

Gran Pulse: o paraíso selvagem onde a humanidade não reside e existem feras. Dizem que Pulse não pode fazer contato com Cocoon. Quem o faz é expulso do paraíso flutuante

13 dias

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O jogo começa durante o Purge. Um fal”Cie de Pulse foi visto próximo a cidade de Bohdun em Cocoon.O pânico das pessoas em serem “contaminadas” pelos seres de Pulse fazem o Sanctum realizar uma expulsão em massa da população de Coccon os enxotando pra Pulse,mesmo se for necessário o extermínio de todos. Lightining, ex-soldado de Sanctum é uma mulher forte que precisou crescer mais do que as outras crianças pra proteger sua irmã Serah, tanto que abandonou seu nome verdadeiro, Claire Farron e ingressou no Sanctum para se tornar uma mulher forte. Resolve abdicar sua posição e resolve se infiltrar no Purge pois ouviu que sua irmã Serah está por perto e se tornou uma serva do fal”Cie, ou seja uma l’Cie e quer encontrar um modo de salvá-la. Ela o faz com Sazh,o divertido personagem com cabelo afro que persegue o fal”Cie como forma de encontrar o Focus de seu filho Dajh que também virou um l’Cie num incidente. Piloto de Airships, cuida sozinho do filho desde que a esposa morreu 3 anos antes dos eventos do jogo. No caminho encontram Snow, membro do Team NORA um exército que é independente e com idéias contrárias ao Sanctum e livres das responsabilidades comuns desses grupos, o que desagrada e muito Lightining. Metido a herói,com um forte senso de justiça e uma inquebrantável vontade de ajudar os outros, Snow também é o noivo de Serah e busca sua amada enquanto tenta proteger os cidadãos de Bohdum do Purge. Hope Einstein, um garoto que não se entende com o pai vê a mãe morrer por ajudar Snow e o NORA a combater o Sanctum, e passa a nutrir um ódio e desejo de vingança por ele. Junto dele está Oerba-Dia Vanille, uma garota serelepe e misteriosa que parece disfarçar que esconde um segredo importante com sua alegria e vitalidade. Oerba Yun Fang, amiga de Vnille perdeu a memória e ajuda um exército de separatistas contrários ao Sanctum liderados por Cid Raines.Quando a trama os une eles encontram o Fal”Cie de Pulse,Anima e se tornam seus escravos,L’Cie ao fazer contato com eles.Seu Focus: serem inimigos da humanidade e destruir Cocoon.
A trama de FFXIII começa misteriosa e vai se revelando aos poucos. Acontecimentos passados em forma de flashbacks que acontecem 13 dias antes dos eventos ajudam a montar o quebra-cabeças do enredo e a motivação dos personagens.

*SPOILER *

Mais tarde acabam descobrindo que estavam sendo manipulados pelo Sanctum a se tornarem mais fortes pra destruir Cocoon, pois a humanidade não passava de peças de sacrifícios pra invocar um Deus criador que traria nova ordem ao mundo. Uma trama de proporções épicas e grandiosas como de costume na série.

Produção

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Final Fantasy XIII foi desenvolvido pelo departamento PDD1 da Square-Enix. Seu time de produção trás veteranos da série. O Produtor é Yohinori Kitase (FFX,X-2,KH) o Diretor é Motomu Toriyama FFX-2),Isamu Kamikokuryou (FFX,FFXII)é o diretor de arte. Tetsuya Nomura(KH,FFVII ao X) é o Character Design e a trilha sonora é composta pelo monstro Masashi Hamauzu (FFX,Dirge of Cerberus) e Toshiro Tsuchida (Front Mission) é o responsável pelo sistema de batalhas,mesmo cargo que desempenhou em FFX
FFXIII é como os produtores mesmos os chamam de um jogo “guiado pelo enredo”.Sua estrutura é linear e todos os elementos do enredo e sistema de jogo andam juntos,coesos e intrisecamente ligados. E tudo funciona com uma sinergia incrível que não se vê em muitos jogos,mesmo os mais lineares. Mesmo jogos onde a narrativa se faz presente de forma persistente como Xenogears/Saga não fogem muito daquilo que a gente vê em outros JRPGs.FFXIII te traz uma sensação diferente,quebra convenções pra oferecer uma experiência de jogo nova. Se o personagem é o foco da trama ele passa a ser o líder do grupo. Seu grupo é determinado pelo jogo, ou seja, se alguém discute com os outros ou não concordam, tal personagem sai do grupo (algo comum no gênero mais com maior ênfase aqui,como vemos Lightining que surra sem dó Snow quando este se mostrou otimista demais em determinada cena). As lojas online tem um contexto , não é apenas um elemento jogado de qualquer jeito.Os personagens evoluem de acordo com partes importantes da trama que narram o crescimento deles(lutas importantes com chefes são um exemplo).Tudo é muito organizado e muito bem extruturado.No inicio seus personagens não podem usar habilidades mágicas pois somente l’Cies o fazem dentro da mitologia d jogo.Se o personagem está emocionalmente transtornando ele ganha o poder de derrotar e evocar seu Eidolon as famosas invocações de jogos passados.
Isso foi feito de modo a fazer o jogador se acostumar com a velocidade e pegando aos poucos o jeito dos combates com um longo tutorial que vai ensinando novos recursos aos poucos e ainda mantendo a coerência com o que se passa na trama. Como o próprio Kitase disse em entrevista, a idéia era oferecer um novo jogo ou um novo gênero,inspirado nos jogos de FPS que Kitase é fã, onde o jogador joga por corredores sempre avançando derrotando inimigos e seguindo em frente. FFXIII acaba com muitas características típicas da série da série. Os protagonistas não são inicialmente os heróis que salvarão o mundo e sim os vilões que irão destruí-lo.O vilão não é exatamente Bartandelus em sí mas sim o destino imposto por ele.Você não visita cidades e nem fala com pessoas pois é perseguido pelo Samctum e nas poucas cidades que visitamos como Palumpolum e Nautilus, logo o grupo é descoberto,causando pânico e medo na população ao perceber que os odiosos l”Cies de Pulse estão entre eles. Mesmo que o jogo não exija urgência em tentar encontrar um meio de desfazer a marca(senão não teríamos 60 horas pra aproveitar XD) você sempre precisa correr constantemente pra frente.Muitas pessoas reclamaram dessa linearidade extrema mas ela funciona de forma coerente com os elementos do jogo,seu enredo e coisas típicas de JRPGs ainda existem mais de forma diferente.Mesmo que não se visite cidades ,o jogo oferece o Datalog, uma opção similar a Xenosaga III com informações detalhadas dos elementos do jogo como personagens, fal’Cies, lendas e curiosidades sobre as principais cidades do jogo com informações detalhadas.Assim não se perde o principal elemento dos JRPGs,que é conhecer o mundo ,seus costumes e suas curiosidades. As lojas estão todas condensadas nos Save Points e é possível desbloquear novas conforme o andamento do jogo.A customização está presente com a evolução das armas e acessórios.
Numa entrevista Toriyama disse que seria impossível contar uma história decente sem tornar o jogo linear e acho que ele definitivamente está certo.basta olharmos pra FFXII que oferece mundos enormes pra explorar mas um enredo fragmentado com pouquíssimas cutscenes que vai piorando conforme você se aproxima do final, chegando ao ponto de eventos importantes serem todos vistos em terceira plano(pelo ponto de vista só de seus personagens,sem cutscenes ilustrando-as). Em FFXIII todos os personagens interagem entre si,você conhece profundamente cada um deles e vocêvai se importando com tudo,inclusive existem cutscenes bacanas em áreas opcionais em Gran Pulse reforçando ainda mais essa interação.

Inimigos da humanidade

February 19th, 2010 @ 23:08:51

O tema de FFXIII é a determinação.Os fal’Cie forçam um destino as pessoas.E elas devem escolher entre aceitar ou lutar contra.Uma das coisas que mais me surpreendeu em FFXIII foi sua narrativa oferecendo algo que difere um pouco daquilo que costumávamos ver.Em todos os jogos sempre víamos a reunião de personagens com objetivos diversos que lutavam pelo mesmo objetivo comum: salvar o mundo.Em FFXIII é um pouco diferente mesmo que isso se altere no final.Os personagens não se dão bem no inicio,vive rolando brigas e conflitos entre ambos,eles são considerados inimigos da humanidade devido a maldição dos fal”Cie ditos os destruidores de Cocoon e mesmo quando decidem salvar o mundo,seus antagonistas os guiam a seu destino inevitável criando propositalmente conflitos como forma de fortifica-los e cumprir suas ambições.Sim,os inimigos forçam o grupo de protagonistas a destruir o mundo.Isso trouxe elementos novos dando um aspecto interessante e vida nova a narrativa da série.Vemos conflitos dependendo de pontos de vista, onde bem e mal dependem unicamente das circustâncias .Um enredo que promove a relação interpessoal entre seus personagens ainda maior que em outros da série, amadurecimento, crescimento, arrependimento, culpa,segredos. O curioso é que o jogo foca muito mais nessas relações entre os personagens sem fugir da temática,e não em grandes antagonistas ou tramas repletas de reviravoltas.Eles até existem mais não ocupam um papel de destaque,o que é algo novo. Bartandellus,o principal antagonista da série por exemplo aparece em poucos momentos, muitos antagonistas como Yaag Rosch são movidos apenas pelo que acreditam ser o certo ou são manipulados e enganados pelos fal’Cie em seu curioso plano.
A trama apesar de muito interessante também não é o destaque apesar de ter suas reviravoltas,é bem mais simples pois o jogo focaliza em seus protagonistas e momentos memoráveis que proporcionam com o desenrolar da trama.Tudo que faltou em FFXII está aqui.Todos tem um passado interessante,criam elos entre si,crescem,amadurecem.impossível não se apegar a Vanille quando descobrimos que sua personalidade aparentemente superficial era uma camuflagem que escondia um segredo e um sentimento de culpa imensos de um fato importante.Simpatizamos com Sazh que tanto nos faz rir com suas trapalhadas quanto chorar quando os momentos focam em seu filho Dajh.
Lightining é durona, mas desenvolve um sentimento maternal com o garoto Hope, mostra fragilidade quando sente-se culpada pelo que aconteceu a sua irmã Serah,a quem ela queria proteger desde pequenas quando perderam seus pais,o que a obrigou a ter que crescer mais rápido que as outras meninas,mas que quando mais precisava vacilou em acreditar nela. Snow faz pose de herói mas sentia-se culpado por ter causado as mortes de tantas pessoas durante o Purge quando as incitou lutar contra o Sanctum e apesar de seu otimismo irritar,é isso que acaba movendo o grupo a seguir em frente. Fang quer desesperadamente salvar Vanille antes que ela vire uma Cieth, enquanto Hope tem a trama de vingança mais interessante que testemunhei: ao invés de se render ao ódio e se perder como de praxe ele usa a vingança como uma fuga, ele sabe que sua mãe não vai voltar se matare Snow,mas ele ficou perdido ao ser jogado no meio dessa história de fal’Cies e l’Cies sem ter idéia do que fazer. Depois que superam seus medos os personagens constroem um sentimento forte de companheirismo entre si dispostos a deixar as mágoas pra trás e focarem em fugir de seus destino imposto pelos deuses e aí sim salvar o mundo.
Seus antagonistas,como dito antes fazem o que fazem por seus próprios ideais,mesmo Bartandellus acredita em seu objetivo, apesar de tratar a humanidade como um gado descartável.
Além disso FFXIII faz alusões bíblicas como o paraíso perdido da humanidade (Cocoon) que tem um lugar chamado Éden(em alusão ao jardim), quem perceber essas alusões testemunhará ainda mais a riqueza de todos os aspectos de seu storyline

Um novo jeito de se jogar RPG

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Kitase disse em outra entrevista que seu intuito era unir os dois estilos de RPG: o ocidental (WRPG),focado na ação ininterrupta e o oriental (JRPG) mais táticos e metódicos.E ele conseguiu com maestria fazer essa fusão graças ao talento de Toshiro Tsuchida, um mestre na arte dos RPGs táticos e responsável pelo fantástico Conditional Batle System de FFX. Em FFXIII ele elaborou um sistema meio que mesclado com FFX-2 e FFXII.O sistema ATB(Active Time Batle) está de volta com novidades. Agora dele usa o tempo como principal arma. Não existe mais o MP,cada ataque gasta 1 dos ou mais estoques da barra ATB que é dividida em vários seguimentos e seu personagem ganha mais com o progresso do jogo (de 2 até 6 níveis).Os ataques ocorrem em um pseudo-tempo real com a ação acontecendo na tela mesmo quando se está selecionando comandos pelo menu.Com o Auto-Batle o computador escolhe a melhor opção facilitando a sua v ida nas lutas simples e a Ability faz com que se escolha o que quer fazer, essencial em lutas mais complexas.Outra novidade é a barra Stagger. Cada inimigo tem uma com um nível de porcentagem que se for atingindo(com os chain combos) você atordoa o inimigo fazendo o dano se multiplicar cada vez que a porcentagem de dano aumenta por um limite de tempo. Combos aéreos ficam disponíveis quando se aprende a usar o Lauch Attack, possibilitando técnicas e recursos ainda mais poderosos.Você joga com o líder e os outros dois são controlados pela CPU nos moldes de FFXII com um sistema mais compacto e ágil dos Gambits: os Roles.Eles são uma inovação ao já manjado sistema de classes de outros títulos. Aqui ele determina como o personagem vai agir seja atacando,usando magias,curas buffs e debuffs. Commando ataca e usa magias não elementais, ele preenche a barra Stagger mais devagar mais evita que ela se esvaia rápido enquanto Ravager usa magias e alguns ataques físicos e é o oposto do Commando: preenche a barra mais rapidamente , mas ela esvai mais rápido. Medic cura o grupo, Saboteur aplica debuffs nos inimigos, Synergist usa os buffs no grupo e Sentinel é focado na defesa sofrendo menos dano e com técnicas que absorvem os ataques adversários.Um conjunto de 3 roles forma o Paradigm e você pode criar 6 combinações trocar livremente entre elas durante o combate de acordo com a situação.Os Techinical Points servem pra usar técnicas que todos os personagens possuem como Quake,Libra e pode se regenerar com as batalhas.é aqui também que entra o novo sistema de Summon:os Eidolons.´
É preciso primeiro derrotar o Eidolon pra assim poder utilizá-lo em batalha.Similar a FFXII apenas o personagem e a Eidolon batalham enquanto os outros dois do grupo saem.A novidade é o Gestalt Mode onde o Eidolon vira um veículo pilotado pelo invocador.Uma série de comandos que lembram o Limit Break do Zell de FFVIII aparece e um número indica quantas vezes pode utilizar antes da fera sair da luta fazendo aqueles ataques finais espetaculares comuns da série.O nível se estratégia é elevadíssimo,nenhuma luta é igual a outra e é preciso o domínio pleno do sistema pra não penar.Esse FF é o mais difícil de todos e o pensamento rápido,coordenação,atenção são necessários pois até inimigos comuns podem te levar a um Game Over rapidamente.Caso isso aconteça não fique nervoso: é possível usar o Restart se você achar que a luta não está indo bem ou quer tentar algo novo,ou quando perder.Você é transportado pra instantes antes da luta e tentar novamente com todos os itens que foram gastos na luta de volta.A energia é recuperada na batalha,nunca pra facilitar mais sim pra agilizar os combates prezando o dinamismo..
E se FFXIII não teve pudores de abandonar convenções o mesmo pode ser dito no seus sistema de jogo. Sabe aquela pilha enorme de parâmetros que cada personagem possuía como Evade,Defense e afins?Não existe mais. Só existe o HP,Poder Físico e Mágico.Vários status sumiram e outros surgiram como Imperil(que dá fraqueza elemental aos inimigos e Fog que impede de usar magias. Acessórios dão mais resistência ou proteção elementar e de status.A lógica é que assim que os personagens aumentem esses 3 atributos básicos pra se preparem pros inimigo mais fortes que causam mais dano com seus golpes,do que comparar o ataque do inimigo com a defesa do seu personagem uisando várias proteções que dão evade etcAinda assim é possível ter proteção total contra elementais ou absorvê-los tal qual nos outros jogos combinando os acessórios adequados. Comandos como Steal,Blue Magic também não existem mais e nem fazem mais sentido no contexto do novo sistema.
A evolução se dá pelo Crystarium. nele se pode aumentar o Status com Crystogen Points ganhos nas batalhas e andar pelas Power Lines ,ativando os cristais(cada um custa um valor). Tirando as habilidades únicas dos roles todas as demais habilidades e status são cumulativos independente do Role que estiver usando(ou seja esqueça que Guerreiros tem mais HP que Magos das Classes de outros games.Uma coisa interessante do Crystarium é que ele evita muitas apelações como ficar 20 níveis mais fortes antes dos chefes.Como a expansão dele depende do enredo,você só pode atingir determinado limite ficando pareado com inimigos e chefes tendo que depender unicamente das táticas pra ganhar.Isso é uma evolução maravilhosa em relação a RPGs normais que permite que os mais pacientes ganhem tudo de mão beijada por evoluir mais que o necessário pra passar de determinado local.
A evolução das armas remete ao sistema de FFVIII.Monstros dropam itens que melhoram as armas,e estes podem se comprar nas lojas dos Saves. Existe dois tipos de mateiais: os orgânicos,que multiplicam a experiência obtida apesar de dar pouca exp e os mecânicos que é o oposto: eles dão muita experiência mas sem nenhum bônus.A idéia é usar os orgânicos pra aumentar a experiência obtida pra então usar os mecânicos.Ao evoluir a arma vai ficando mais forte até ganhar uma estrela.As armas e alguns acessórios possuem um segundo nível ao usar um item especial chamado catalisador comprados nos Shops.Ao transformar a arma ou acessório este muda de nome e fica mais fraco que o nível máximo da forma antiga do equipamento , mas ao subir de lv ela fica muito mais forte que sua antiga forma.Outra opção é desmontar armas pra ganhar itens dela.Quanto maior o lv melhores os itens.Assim você pode escolher o que fazer:pode evoluir somente a arma inicial do personagem até o fim,pode evoluí-la pra depois desmontar e ganhar bons itens pra potencializar outras armas mais fortes,ou evoluir e vender pra fazer grana.A única forma de ganhar Gil em FFXIII é vendendo itens e equipamentos.Alguns loots dão um boa quantia de grana então é bom ficar esperto e planejar com cuidado a geração de dinheiro no jogo.

Uma trilha sonora que te faz subir aos céus

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A trilha sonora de FFXIII é outro ponto a se destacar desse jogo fantástico.Produzido por um monstro de composição,Masashi Hamauzu que é filho de um pai cantor de ópera e uma mãe instrutora de piano já havia mostrado um talento incrível compondo as músicas de FFX mas aqui ele atingiu o apogeu ao figurar entre os lendários Nobuo Uematsu , Yoko Shimomura e Yusonori Mitsuda.Dono de uma versatilidade fantástica o compositor chamou algumas cantoras pra produzir várias músicas que variam do eltronico,clássico,rock,jazz e até bossa nova o que me deixou surpreso.A trilha possui faixas tão magníficas que é difícil apontar uma favorita.Blinded by Light é simplesmente a melhor música de batalhas feita num jogo,enquanto Jazz de Chocobo é uma das mais criativas,sem dúvida uma das melhores trilhas sonoras de todos os tempos.

Afinal o que é um Final Fantasy?

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Final Fantasy pra mim é um jogo que se aproxima daquilo que se vê nos filmes,literatura ou animes.Uma trama fantástica,capaz de mexer com suas emoções e criar um elo simbiótico com o jogador. Difícil um game conseguir mexer tanto com uma pessoa como este mexe. É um título que retrata os dramas humanos,o crescimento,o valor de ideais,a humanidade dos personagens.Um mundo que existe apenas na imaginação mas que faz você mergulhar como se estivesse nele.E FFXIII consegue ir além do RPG pois não tem medo de quebrar tradições apenas pra oferecer aquilo que ele tem de melhor.os estonteantes cenários dão um clima ideal,um sentimento único que acompanha o jogo,mesmo seus cenários despertam isso desde o lago Bresha cristalizado e sua sensação de solidão,de vazio com solos de violinos tristes da música que a acompanha.Eu simplesmente fiquei de queixo caído quando visitei Gran Pulse pela primeira vez.Aquela apresentação melancólica narrada por Vanille exibiu um mundo selvagem,com animais caçando,vida,fauna,flora,um espetáculo da natureza,vestígios de uma humanidade que já não existia mais,e isso quando o jogo já tinha nos brindado com as cachoeiras,fauna,o verde deslumbrante e uma vista paradisíaca das montanhas em Sunleth Waterscape.
Ver uma critura de Gran Pulse que mais parecia um prédio ser engolida por uma do tamanho de um Colossi(de Shadow of the Colossus) como se fosse um sanduíche é algo que deu medo e fascínio em ver o quanto é grandioso esse universo que a Square-Enix elaborou. Sem dúvida os games também podem ser artes, seus designers são verdadeiros artistas virtuais.
Em conjunto com esse visual arrebatador vem uma das coisas mais magníficas que a tecnologia atual pode oferecer: as expressões faciais,o realismo com que se expressam.Em uma cena no inicio do jogo fiquei embasbacado com a cena da morte da mãe do Hope, não apenas pela cena em si mas em como o garoto ficou estático e absorto com uma expressão tão crível que me fez duvidar de que aquilo era polígonos e texturas e não uma pessoa real. Não é apenas mostrar foto-realismo.É mostrar o quanto isso pode ajudar a contar uma história..Mas do que impressionar é te fazer sentir. E senti uma vontade de aplaudir a equipe de arte desse jogo, pois é sublime.As belas artes de Kamikokuryu ilustram bem a beleza do jogo,um misto de tecnologia e vida que caminham juntos dando riqueza a fantasia
Fora a rica mitologia que é dividida entre os contos de Fabula Nova Crystallis,Novels como Episode 0 que contam mais detalhadamente a trama de cada personagem e os analetos e informações sobre o mundo e os fascinantes fal’Cies
A minha experiência com FFXIII foi a de jogar algo que considero a evolução do cinema,mas ao invés de apenas assistirmos,nós é que conduzimos a trama levando os personagens até o próximo capítulo,batalhando com eles,os desenvolvendo,subindo o seu nível e depois no final salvando o mundo,mais do que apenas coletar itens,explorar e lutar contra monstros,FFXIII é um jogo que conecta a emocionalmente ao jogador e apreciador do game como uma arte virtual.
Existe aqueles que vão dizer que este não é um FF de verdade,mesmo que uns 90% dos JRPGs sejam lineares por motivos de se ter a necessidade de ter uma história coerente,sendo que seu mundo só se abre perto do fim,ou quando o lv dos personagens é forte o bastante pra querer dar de cara com um monstro forte demais nos mapas de áreas avançadas .Eu acho que um verdadeiro FF possui mundos que estão na nossa imaginação,mágicos,envolventes,com personagens incríveis e toda uma riqueza que parece sair dos melhores contos de livros.E FFXIII tem tudo isso aliado ao seu excelente sistema de jogo.Como na frase de Dissidia diz: “A fantasia não é finita e não tem forma definida” que eu acho maravilhoso pois não limitam a série.

Um novo Tempo

FFXIII ousou na criatividade,o que foi um risco pois não agradou a grande massa,se tornando ainda mais um nicho dentro de seu próprio gênero o que pode alienar tanto os jogadores fãs quanto os apreciadores de RPGs no geral.Não é um jogo feito pra jogadores convencionais que curtem ir atrás de ítens e milhares de quests que lotam os RPGs normais embora alguns possam ainda curtir pois todo o conteúdo do jogo como evoluir todas as armas,desenterrar itens com Chocobos,fazer 64 missões de caça a monstros que garantem a busca pela cobiçada platina ao explorar o mundo de Gran Pulse e seu imenso mapa que supera em tamanho o a maior mapa de FFXII,Cerobbi Steppe e que se abre ao jogador pra se explorar onde quiser tal qual acontecia quando pegávamos a Airship pra explorar todo o mundo indo aonde quisermos- ,mas ainda sim ele é feito pra quem gostou de FFX e sua experiência mais cinematográfica.Talvez esse artigo pareça um exagero aos olhos de tais pessoas,e obviamente cada jogador tem um gosto e pensamento próprio,mas espero comeste artigo ter capturado um pouco o jogador que assim como eu aprecio games mais artísticos,com um mundo,universo e personagens construídos e eu fica feliz quando se depara com fantásticos games que envolvem o jogador tal qual FFXIII me cativou.
Uma pena que tal ousadia pode pesar na parte comercial onde o gosto do público influência no desenvolvimento o que pode fazer com tentativas mais ousadas fiquem apenas restritas a games menores como as subseqüências de FF ,embora Tetsuya Nomura esteja preparando algo que parece ser extraordinário no universo de FF mesmo trazendo de volta os conceitos de World Map e as Airships que todo RPG tinha e que todo mundo adorava em FFXV mas não dá pra ter certeza se novas ousadias como as de FFXIII possam surgir no futuro em um FFXVI ou XVII especialmente quando a Square disse repensar a série após o sucesso de um jogo com elementos clássicos como Bravely Default o que talvez possa impedir uma evolução radical, o que seria uma pena.
Pelo menos games muito únicos como FFXIII e FFX-2,com personalidade própria surgiram graças a essas ousadias e fico feliz ao menos com isso.

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