Saiba como funciona as sequências do famoso RPG da Square Enix e o porquê de Lightinning Returns não ser FFXIII-3.

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Uma das coisas mais errôneas que vejo na internet, são pessoas que não entendem como funciona um jogo da série Final Fantasy nos dias de hoje com suas várias expansões. Então resolvi dar uma clareada e deixar claro por que FFXII-2 não é uma versão melhorada de FFXIII (e nem pode ser por mais que alguns digam por que não tem linearidade e tal) e por que mesmo encerrando a história de FFXIII, Lightinnig Returns não e exatamente a sequência do jogo. Não acredita? Vamos conferir então

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Sobre as subsequências de FF

Ao ler uma reportagem da EGM sobre FFX-2 os produtores clarearam a mente sobre as idéias por trás dessa subsequência. O objetivo básico é satisfazer os fãs daquela versão que curtiram o jogo e adorariam ver mais histórias sobre ele. Com muito mais liberdade em questão de desenvolvimento, os produtores se sentem mais livres pra ousar e inovar, trazendo novas idéias ao game que não seria aplicáveis a série comum. Sim mesmo jogos diferentes como FFXIII todos seguem uma mesma essência, uma mesma diretriz (toscamente falando é como se não pudessem fazer um enredo de comédia no jogo principal). Assim FFX-2 foi feito com o estilo “ousadia e alegria” (essa foi tosca, admito mas é assim que ele é),uma narrativa diferente, um clima de paz(aparente pois um novo mal surge aos poucos por debaixo dessa aparente paz), mas alegre, divertida, ao invés do bando que se une pra salvar o mundo temos somente 3 mulheres que estão numa jornada pessoal e com idéias novas de gameplay que é aberto, baseado em missões e dividido em capítulos, um game mais curto e mais fácil e etc.
FFXIII-2 é menos radical que o X-2, mas traz novidades também. Viajem pelo tempo resolvendo anomalias e paradoxos, uma única dupla de protagonistas, podendo recrutar monstros pra sua equipe, várias quests que você faz na ordem que bem entender, mas mantendo elementos do sistema de jogo, com as batalhas, algumas mudanças no Crystarium etc.
Vi muitas análises errôneas dizendo que XIII-2 era feito só pra corrigir os “erros” de FFXIII, que era pra só fazer caixa (de um jogo que vendeu 5 milhões? really?), que mesmo com várias sidequests não tinha o mesmo nível de FFXII, que tinha muita recauchutagem, e que não era o suficiente pra ser o expoente dos RPGS japoneses e toda essa abobrinha. Gente o jogo foi desenvolvido por somente 2 anos, alguém acreditou mesmo que seria possível criar tudo do zero de forma esplendorosa nesse curto espaço de tempo, com a riqueza de detalhes e tudo, mas que a Square sabe fazer e dá de lavada em muito RPG de Unreal Engine pronta aí?Seria impossível. Criar um RPG com a dimensão de FFXII não é tarefa fácil e FFXV que está trazendo tudo àquilo que os fãs gostam como World Map, exploração, zilhões de quests com toda a perfeição de detalhes nos campos visuais e narrativos, comuns da empresa leva tempo e muito, pois o jogo já tem aí seus 8 anos de desenvolvimento ainda sem data pra sair. Não dá pra comparar um jogo assim né? Se a SE quisesse poderiam ter atrasado FFXIII em mais uns 5 anos e produzissem um jogo tão imenso quanto o XII com tudo que todo mundo quer, mas a empresa preferiu tomar um caminho diferente, mais criativo, oferecendo algo novo nesses tantos anos de RPGs que temos aí. Então já ficou bem claro as reais intenções da subsequência. Eu gostei muito de FFX-2, lógico que as mudanças vão dividir os jogadores, pois é algo muito particular de cada um e XIII-2 expandiu a história da série.

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Agora sobre os Spin Offs

Bom existe uma espécie de diretriz que os produtores usam pra desenvolver certos jogos. Uma das mais excêntricas por assim dizer fica a respeito dos subtítulos do jogo. Todo mundo conhece Assassin ‘s Creed que deve ter mais de 7 versões mais apenas 4 games da franquia”. Mas por que isso? depende dos criadores. Na serie citada temos fora alguns games de portáteis AC 1 o 2 o Brothehood, o Revelations pra aí sim passar pro 3. Isso por que Brotherhood e Revelations fazem parte da mesma história do Ézio e por isso não receberam o número de continuação da série. Com a Square Enix acontece algo parecido. Uma coisa que eu notei e que todo jogo da série que não é propriamente dito um RPG recebe um subtítulo e não o número. Por exemplo, temos Final Fntasy VII Advent Childen que é um filme, temos Dirge of Cerberus: FFVII eu é um Shooter e FFXII Revenant Wings que é um Real Time Strategy. As únicas exceções sabe-se lá por qual motivo é FFXI e XIV que apesar de serem MMORPGs ainda recebem o título principal numerado da série e FFIV: Afters years, que mesmo sendo um RPG idêntico ao original, não se chama FFIV-2(talvez por não tiver nenhuma idéia inovadora por trás dele como expliquei no tópico acima).
Sendo assim, Lightinning Returns é erroneamente considerado FFXIII-3 por muitos jogadores. Mas não é bem assim. LR continua a história do jogo, finaliza a série e tudo mais, mas ele não é um RPG puro e sim um Action- RPG como Crisis Core FFVII. Você só controla Lightinning e usa somente ela nas batalhas que são similares a de um RPG convencional, tem que fazer quests pra aumentar o tempo e salvar as almas das pessoas antes do tempo terminar e etc, etc, etc.
Obviamente este tipo de jogo é feito pra trazer novas idéias à série, novos estilos, expandir a franquia em várias direções diferentes e por aí vai. Produzido durante 2 anos, obviamente sem o mesmo valor de produção, sem aquele vislumbre gráfico (os novos cenários são muito pobres), embora os personagens tenham a mesma riqueza bem como efeitos especiais e tudo mais.
Chamar LR FFXIII de FFXIII-3 é o mesmo que chamar Advent Children de FFVII-2 e Dirge of Cerberus de FFVII-3, então o pessoal tem que saber diferenciar as coisas.

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Concluindo
Antes uma pequena reflexão: o quesito vendas é algo bem arriscado. Você precisa se preocupar em dar o que o público quer, mas ao mesmo tempo isso acaba barrando a criatividade dos produtores em trazer novas idéias, novos conceitos, mudar. A Square Enix realmente gosta de inovar, mas sempre esbarra na barreira do público e seus gostos e preferências e qualquer modo eu sempre apoio as mudanças.
Com essa matéria espero esclarecer algumas questões sobre as expansões de FF e deixar claro que sempre devemos encarar estes jogos conforme eles forem idealizados, isso traz uma análise mais coerente, mas honestas sobre o real valor de cada produto. Claro que o gosto pessoal e as preferências de cada um pesam muito, mas não dá pra agradar todo mundo, certo?

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2 respostas em “Saiba como funciona as sequências do famoso RPG da Square Enix e o porquê de Lightinning Returns não ser FFXIII-3.

  1. Acho que o maior problema é a Lightning ser a protagonista, porque logo que a vemos já pensamos que que será o 3º jogo da série e achei muito interessante a ideia que os jogos “parte 2 em diante” serem experimentos, nunca havia pensado nisso e faz sentido o que me lembra o Castlevania Symphony of Night’s que foi algo um pouco parecido.
    Nunca joguei o FF XIII porque não gosto da personagem porém conheço ela apenas pelo Dissidia, mas foi o suficiente para me irritar e pegar birra.

    • a Lightining é muito durona então é normal se irritarem com ela,mas em FFXIII o passado dela justifica essa personalidade meio marrenta mais na verdade ela preza muito sua irmã Serah e ela nutre um carinho e um sentimento maternal para com Hope(outro personagem do jogo)
      Exatamente.A única maneira da Square tentar coisas diferentes é através desse jogo.E muitas dessas inovações ate parecem na serie principal.Eu nunca iria imaginar uma mudança narrativa em FF desde FFX-2 e XII com o XIII por exemplo

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