Kingdom Hearts 2 obra-prima suprema, uma jornada incrível, pelos caminhos do coração

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Aqueles que duvidaram que a união de Disney e Square-Enix, Final Fantasy e Disney seria algo sem pé nem cabeça viram com grande surpresa um título que não só conseguiria unir dois produtos tão díspares de forma coerente como também faria um jogo grandioso tornando-o um dos pilares de sustentação da empresa. A Disney tinha plena confiança na Square-Enix e seus talentosos designs na produção de um game grandioso com novos personagens, inserindo diversos astros e estrelas de diversas produções das duas empresas. Assim nasceu Kingdom Hearts,um jogo que introduz os personagens novos Sora,Kairi e Riku e viajens por diversos mundos, cada um baseado em uma obra da Disney,com diversos personagens de Final Fantasy presentes, levando fãs a loucura com encontros inusitados como Cloud e Squall. Além disso, foi um jogo inovador o suficiente pra ter destaque no gênero Action-RPG com boas idéias implantadas dando mais variedade ao gênero. Mesmo que com algumas falhas, KH foi um ótimo jogo que só precisava de uma seqüência que consertasse os defeitos e melhorasse a experiência, pois a meta que a equipe planejou se concentrar conseguiu atingir: a fusão perfeita de ambos os mundos numa obra coesa.
Com um orçamento maior, maior tempo de produção, filtrando as opiniões do público, Tetsuya Nomura, o Character Designer da série Final Fantasy que já demonstrou seu talento imenso em inovação se posicionando na direção de um projeto de tão grosso calibre nos presenteou com uma obra-prima sem precedentes, um jogo memorável pra ficar na história, com execução plena e inigualável. Assim nasceu Kingdom Hearts 2.

Square e Disney juntas novamente

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Kingdom Hearts 2 não é exatamente seqüência direta do primeiro, mas sim da semi-sequência Chains of Memories (lançada pra Gameboy Advance e que ganhou um remake também no PS2) então pra entendê-lo completamente é necessário jogá-lo, pois as histórias deles estão fortemente interligadas.
No jogo Sora e seus amigos estão em uma máquina restaurando suas memórias perdidas do Castle Oblivion(Chains of Memories) por Naminé. Enquanto isso um rapaz chamado roxas passa seus dias em Twilight Town com seus amigos,mas depois descobre queaquele mundo é só um programa de computador que o manteve ali para que Sora recuperasse suas memórias.Isso porque Roxas é a versão Nobody de Sora nascido no momento em que o garoto virou um heartless em KH,e não posui memórias de seu passado ou de quem era.Os Nobodys são como uma espécie de contraparte de pessoas que possuem um coração forte e nascem no reino da escuridão (Realm of Nothingless).Os mais fortes geralmente nascem com uma forma humana e poderes especiais mantendo suas lembranças de quando eram humanos (mas como sora passou pouco tempo como Heartless Roxas não possui memórias).Sora logo acaba descobrindo que os Heartless continuam a se proliferar mesmo após o fechamento da porta para Kingdom Hearts e que essa não é a única ameaça, mas também os Nobodys e uma misteriosa organização de seres encapuzados chamados de Organization XIII.Tentando encontrar seu amigo riku e voltar para Destiny Island onde Kairi(que por alguma razão não se lembra de Sora mas tem a sensação que espera alguém importante) está,Sora embarca numa nova jornada junto de Donald e Pateta(que ainda procuram o rei Mickey) pelos mundos livrando-os da ameaça dos Heartless e dos Nobodies,além de encarar os membros da organização

Artisticamente brilhante

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Sabe aquele tipo de jogo que se torna tão prazeroso, mas tão prazeroso que simplesmente não te dá vontade mais de largar?Esse é KH2. Tão viciante que até preciso de ajuda externa para parar de jogá-lo. Kingdom Hearts é aquele jogo que te faz até sorrir após um dia estressante de trabalho,fazem crianças delirarem com seus personagens favoritos e adultos sorrirem feito criança
Melhor ainda é saber que este jogo se terá e uma obra-prima espetacular. Todos os problemas de Kingdom Hearts foram corrigidos tanto na exploração do mundo quanto nas batalhas, menus,minigames.
Com exceção de Monstro(Pinóquio) Never Lands (Peter Pan) Wonderland(Alice) Deep Jungle(Tarzan)os demais mundos estão presentes devidamente melhorados com direito a recepções calorosas de reencontro com velhos amigos que estiveram no primeiro game. Novos mundos surgem pra abrilhantar o jogo com surpresas inesperadas. Beast Castle é o mundo de a Bela e a Fera(esse último era Summon no primeiro jogo) Land of the Dragons de Mulan ,Pride Lands de Rei Leão além do Disney Castle com toda a sua glória.Além disso temos submundos que existem dentro de outros mundos.Agora o fundo do mar de a Pequena Sereia se tornou uma série de eventos musicais,onde você só precisa apertar os botões no momento certo enquanto a música rola.Temos também Space Paranóids, do filme Tron de 1982(não confudir com o a continuação de 2010 O Legado) com direito a roupas de neon e tudo.
Mais dois mundos chamam e muito a atenção: o primeiro deles é Port Royal mundo baseado no filme Piratas do Caribe. É incrível como o filme é reproduzido com perfeição em todos os detalhes. Jack Sparon é o próprio Johnny Depp, a atriz Keira Knightley(Elizabeth Swan)e o ator Orlando Bloom (Will Turner)foram reproduzidos perfeitamente.O interessante é que esse filme é reproduzido de forma realista,que contrasta com o estilão animação CG(estilo Era do gelo) que KH tem.É tão perfeito que faz você até esquecer os jogos horríveis baseados no filme.
O outro é especial tanto criativamente como artísticamente. É um submundo dentro do Disney Castle baseado em (pasmem!!!). Steamboat Willie o primeiro longa de animação da Disney com áudio. Ele é apresentado como a versão do passado de Disney Castle mas só que de forma bem inusitada.O jogo fica em preto e branco,o som se torna mono e com ruídos e o desenho dos personagens assumem a forma antiga daquela época.nessa versão temos um Mickey bem diferente,calado e mais alegre que o normal além de ter objetivos baseados em episódios dessa época.É realmente fantástico a atenção aos detalhes ao reproduzir tão perfeitamente a animação daquela época.Acho que até Walt Disney ficaria orgulhoso!

Upgrade merecido na jogabilidade

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Por se concentrar mais nessa fusão coerente de dois mundos tão distantes como foi dito acima a equipe do primeiro KH não obteve um êxito tão grande. Felizmente uma seqüência já seria o bastante pra melhorar a experiência de jogo. Só que ninguém imaginava que eles fossem tão longe.Kingdom hearts é simplesmente uma das maiores obrs de arte gamísticas já feitas,tudo graças as melhorias e inovações.
Pra começar a câmera agora é muito mais maleável já que é controlada pelo analógico direito, assumindo um melhor posicionamentoe uma amplitude maior ao contrário do anterior.Ela tem uma visão lateral ampliada facilitando bastante a navegação.Outro problema era em relação a interação com objetos.No primeiro era maçante pois você tinha que acionar a opção pelo menu de comandos , o que era bem chato, mas nessa versão a solução adotada foi a melhor possível: a opção Reaction Command.Assim como Zelda e Resident Evil 4 basta apertar o botão (triângulo)dependendo do contexto.Se usar próximo de um Skate a opção ride fica disponível, perto de um cartaz a opção read,próximo a uma pessoa a opção talk e assim por diante.A travessia dos mundos ainda é feita pelo minigame de naves a lá Gladius com a Gummiship mas esta foi totalmente reformulada e agora o game de nave está muito mais aágil,rápido e variado além de contarcom novas opções de naves pra você escolher ganhas no jogo ou você pode fazer suas próprias naves com os equipamentos disponíveis ,isso sem falar que as opções são tantas que deixa a gente perdido.Esse minigame se tornou algo tão legal e viciante que poderia até ser um game vendido a parte (da mesma forma que o Tetra Máster minigame de cartas de FFVIII).Se bobear você pode até acabar esquecendo a aventura principal e ficar só nele já que novos níveis de dificuldade são disponibilizados ao concluir as fases.
Durante as batalhas inovações foram feitas deixando tudo livre à escolha do jogador. O tradicional menu de caixa permanece mais agora é possível utilizar atalhos pra certas ações como magia e uso de itens. O uso de magias se dá pela excelente opção nova chamada MP Charge.Você pode utilizar magias até o total uso da barra.Nesse ínterim você não pode usar magias mais aí ela vai se recarregando com o tempo e no fim da carga pode se utilizar magias novamente.É claro,você pode usar itens para restaurar a barra imediatamente,de qualquer forma já não é mais um empecilho usar magias no jogo.Estas evoluem conforme progresso ficando mais poderosas.Um novo sistema sensacional é o drive.Com ele Sora pode se fundir a um de seus companheiros de equipe adquirindo uma transformação que concede novas habilidades.A Brave Form(fusão com Pateta) por exemplo dá habilidade de Sora usar duas Keyblades ao mesmo tempo concedendo uma nova série de movimentos.valor Form(fusão com Donald) lhe garante maior apitidão com magias além de levitar e o comando attack muda para Shoot podendo atacar de longe.Ambas gastam 3 barras drive e evoluem por conta própria cada qual com uma condição especifica.Conforme avança novas formas são disponibilizadas pra uso como a Master form(fusão com dois personagens quaisquer) gastando 4 barras drive e combina o melhor das duas formas e a suprema Master Form que(gasta 5 barras drive) que permite a Sora voar e controlar as Keyblades por telecinésia.mas cuidado abusar do uso das formas fazem Sora se transformar num Heartless(Anti-form) que não recupera energia e possui enorme velocidade apesar do pouco dano causado com seus ataques.As invocações que usavam MP no jogo anterior também se utilizam do Drive e funciona da mesma forma: seus dois companheiros de time saem e somente Sora e a invocação respectiva é feita.
Pra finalizar os Reactions Commands também invadem as batalhas, vários inimigos contam com essa opção deixando as batalhas muito mais variadas e divertidas. Comandos como rolamentos, troca de golpes com espada no estilo Samurai entre outros estão presentes. As batalhas com chefes são absolutamente fantásticas graças aos Reactions Comands.A batalha com a Hydra é um bom exemplo,é absolutamente fantástica com direito até a um passeio de Pégaso.
Além disso, é possível conseguir itens novos graças ao reformulado sistema de sinterização no Moogle Shop. Você coleta itens deixados pelos inimigos pra conseguir novos, alguns bem raros.
O sistema de Ability é similar ao primeiro jogo, permite conseguir novos ataques para Sora basta equipá-los no personagem mediante seu custo em Ap. Ítens podem ser recarregados ativando a opção. Com isso o jogo recarrega automaticamente os itens mediante estoque disponível.
Estranhamente em alguns estágios quando você perde o Rei Mickey aparece e você assume o comando dele recarregando o drive pra poder trazê-lo de volta podendo saltar e atacar livremente(se zerar o HP dele ele cura Sora também)
Com isso já dá pra se ter uma idéia da grandiosidade deste título. Os únicos inconvenientes são dois: o excesso de luzes, inimigos, aliados na tela acaba poluindo o pouco o visual dos combates, nada que atrapalhe muito, também faltou uma tecla para trocar de alvos(você faz como em KH, ou seja, clica no alvo para marcar e clica novamente no botão para desmarcar caso queira trocar de alvo) e já que a câmera agora utiliza se do analógico direito então os botões de ombro L2 e R2 ficaram sem função. Mas mesmo assim não tira o brilho deste jogo perfeito.
Trilha sonora mágica

Yoko Shimomura abrilhanta Kingdom Hearts. Quem conhece sabe que suas canções são ricas e totalmente feitas pra combinar com o game. E a trilha de Kingdom Hearts 2 supera os anteriores com canções maravilhosas como a sensacional nova versão “Dearly Beloved” da tela inicial.Remixes de temas de mundos já visitados os deixaram ainda melhores em KH2. A canção tema “My Sanctuary” de composição e voz da renomada Utada Hikaru que já mostrou todo o seu talento com o mega hit de KH, “Simple and Clean”, é uma das mais incríveis canções feitas para um jogo simplesmente maravilhosa.
Visual arrasador

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A nova engine de KH2 proporciona melhorias incríveis aos já fantásticos gráficos da primeira versão. Cada gesto, cada movimento te deixa de queixo caído desde personagens de animações como Donald e Pateta até os modelos realistas de Piratas no Caribe, além de uma produção exemplar de um desenho dos anos vinte. Parece até que cada parte do jogo é uma produção independente e não parte de um mesmo produto.

Sentimento de fábula no ar

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Lembro-me de ter sentido uma experiência parecida ao jogar o game Mágical Quest 3,game de plataforma 2D ao estilo Mario Bros no meu bom e velho Super Nes. Há uma certa semelhança com KH, tanto no estilo fantasioso quanto nas músicas, no estilo. Parece até que KH é um sucessor espiritual daquele jogo,é simplesmente algo fabuloso,até as músicas tem um estilo parecido.
O mais interessante de KH é a variedade e experiência de jogo únicos que ele proporciona. Em uma hora você está enfrentando inimigos,outras andando de Skate e fazendo manobras enquanto explora os mundos, em outras está jogando minigames divertidos e variados no livro de Pooh,outra está fazendo performances músicas no estilo desses jogos e em outra participando de um típico jogo de naves estilo Gladius com a Gummi Ship. E que tal um passeio de tapete voador pelo deserto Agrabah? A batalha final contra Xemnas é uma prova máxima da variedade.Ela é simplesmente incrível, dividida em 4 partes, onde você usa os cenários utilizando-se de Reaction commands no estilo das batalhas de FFVII Advent Childrem(que tem direção de Nomura também),em outras tem que lutar contra os inimigos e escapar antes de lasers atingi-los e até mesmo um combate no melhor estilo dos jogos de naves. A última parte é incrível uma luta mano-amano com direito a sequencias sensacionais de teleporte,e até rebater milhares de ataques por segundo da mesma forma que no famoso capítulo de Ichigo contra Byakuya em Bleach.
Personagens famosos que povoaram a infância e a imaginação de uma geração aparecem de forma nostálgica te fazendo relembrar(ou conhecer pela primeira vez), mesclados com os icônicos personagens de FF que interagem entre si. Ver Cloud e Squall conversando,faz todo o Fandom de FF delirar.Alguns personagens foram modificados como o trio de Seifer em versão adolescente ou nossas amadas Gullwings em forma de fadas,um presentão para os fãs de Final Fantasy.
Em termos de enredo senti falta de um pouco mais de profundidade. Muitos membros da Organization XIII só estão lá para fazer número, sem sabermos mais sobre eles. Talvez isso se deva ao fato de que os mundos Disney acabam ocupando grande parte da trama de KH, onde houve preocupação maior em dar detalhes no storyline de cada um desses mundos. Só alguns tem certo destaque e mesmo assim aparecem bem pouco,como Axel e Saix.Bom ao menos KH brilha mais na representação de cada mundo Disney mesclado a seu próprio universo.

Conclusão

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Kingdom Hearts 2 é praticamente obrigatório seja você um fã da Disney, um mero simpatizante. O mesmo vale pros fãs da Square-Enix só que em dobro.

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